Review: Foo Fighters + QotSA no Rio

Dave Grohl com Taylor Hawkins no telão (Foto: Helson Trindade)

No dia 25 de fevereiro, o Estádio do Maracanã, palco sagrado do futebol, foi o cenário para o primeiro show da turnê brasileira do Foo Fighters, a Concrete And Gold Tour. De quebra, o público pode conferir Queens of the Stone Age, que veio junto com Dave Grohl e companhia. Duas grandes bandas, amigas e ativas. Uma oportunidade ímpar!

Os portões do Maracanã abriram às 16h para uma legião de roqueiros. Nuvens carregadas se aproximaram, mas, não foi preciso cair uma gotinha se quer do céu para lavar a alma dos que ali estavam! Vale destacar a pontualidade, algo raro em eventos deste porte.

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Atendendo a um pedido do fã clube Foo Fighters Brasil, a produção convocou a Ego Kill Talent para esquentar o palco do Foo Fighters em seus cinco shows pelo Brasil. No Maracanã, o quinteto teve que se desdobrar para dar ao público sedento por rock o que eles mais queriam em uma apresentação curtinha. O setlist trouxe faixas do disco de estreia, um álbum homônimo lançado no ano passado, como Just To Call You Mine, Still Here, Sublimated e Last Ride – faixa que ganhou clipe gravado no deserto do Atacama, no Chile.

Os caras da Ego Kill Talent fizeram uma performance de peso, segura, sincronizada e incansável, em que era possível ver a alegria e a emoção estampada na cara dos músicos por serem muito bem recebidos pelo público, com fãs espalhados por diversos pontos do estádio. Teve quem os viu pela primeira vez. Certamente, o quinteto conseguiu causar a melhor primeira impressão que uma banda de abertura poderia fazer, firmando mais uma vez a ideia de que estão entre as maiores apostas do que chamamos de nova safra do rock nacional.

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O Queens of the Stone Age entrou pouco depois com Josh Homme pedindo palminhas, dançando e seguindo ao centro do palco. Por incrível que pareça, Homme esbanjou simpatia, talvez motivado em limpar sua imagem após um incidente no ano passado, quando o líder do QotSA agrediu uma fotógrafa que trabalhava no festival californiano KROQ Almost Acoustic Christmas.

A apresentação do QotSA passeou levemente por sua discografia em um show hipnótico de 1h15. O setlist priorizou seus mais recentes discos. Muitos hits ficaram de fora, o que não incomodou. Só deu um novo curso para os shows da maior banda de stoner rock de todos os tempos. Uma banda que não segue regras. Cria regras! As clássicas Go With The Flow, A Song For The Dead e The Lost Art Of Keeping a Secret deram a sequência final naquele palco lindo com refletores e bastões maleáveis de led.

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O Foo Fighters, os donos da noite, já de cara, abriram com Run – primeiro single de Concrete And Gold (2017) e vencedor do Grammy de Melhor Música de Rock do ano passado – seguindo com os hits All My Life, Learn To Fly, The Pretender e as jam e solos de sempre.

“Isso aqui é um show de rock, ok? Vocês gostam de rock, né?”, gritou Dave Grohl.

The Sky Is A Nighbordhood ganhou um trio feminino de backing vocals e uma iluminação multicolorida no palco. A plateia correspondeu ascendendo a lanterna dos smartphones.

Praticado de Taylor Hawkins sendo elevado (Foto: Helson Trindade)

Make it Right – também do Concrete And Gold – não empolgou e o baterista Taylor Hawkins fez um espetáculo à parte em Sunday Rain, quando seu praticado foi elevado às alturas enquanto tocava e cantava.

O guitarrista Pat Smear foi bastante aplaudido ao puxar Blitzkrieg Bop, dos Ramones, em sua guitarra. A banda deu continuidade e o mosh rolou solto.

Hawkins também teve outra oportunidade de soltar sua voz regendo um coro de 30 mil vozes em Love Of My Life toda à capela seguindo com Under Pressure, ambas do Queen, em uma performance de cair o queixo.

“Isso aqui é o Rock in Rio!”, disse Dave Grohl.

Grohl interagiu com público até no bis. Pelo telão, combinou com o público quantas músicas tocariam até encerramento. Uma? Duas? Três? A plateia que não arredou pé dali respondia sempre querendo mais.

This Is A Call, uma bela homenagem a Malcolm Young, que teve sua imagem projetada no palco com o cover de Let There Be Rock do AC/DC e fechando com a já esperada Everlong.

Edição: Michel Pozzebon
[Zine Conteúdo]

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Uma resposta para “Review: Foo Fighters + QotSA no Rio

  1. Aaaaaahhh esse show… Como não amar? Mesmo eu não comparecendo nele, fui introduzido pelas fotos e vídeos da galera durante o show e depois.
    Valeu pelo Review! Helsonnnn sempre representando!
    Valeu pessoal!
    Tmj

    Curtido por 2 pessoas

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