Clara Nunes nos faz muita falta

Cantora completaria 75 anos neste dia 12 de agosto (Foto: Reprodução)

“Se vocês querem saber quem eu sou / Eu sou a tal mineira / Filha de Angola, de Ketu e Nagô / Não sou de brincadeira”. É assim que começa a música Guerreira, de Clara Nunes, talvez uma das melhores definições dessa cantora e compositora, cujo nascimento completa 75 anos neste dia 12 de agosto, que deixou sua marca indelével em nossa música brasileira.

Sua performance vocal é simplesmente impecável. Suas letras reúnem perfeição no ritmo das palavras, genialidade nas imagens (“Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela / Será que ela mexe o chocalho ou chocalho é que mexe com ela”) e um amor pela cultura brasileira num nível que poucos até hoje conseguiram demonstrar. Sua ligação com a umbanda traz à tona esses valores, enfrentando com a cara e a coragem todo o tipo de preconceito religioso. Ela vivia aquilo que acreditava e colocava isso de uma forma intensa na sua arte. Mais do que uma artista, era uma incansável pesquisadora de nossas raízes. E que bom que todo esse virtuosismo transformou-se em sucesso: foi a primeira cantora brasileira a vender mais de 100 mil cópias.

Que saudade do seu cabelo grande, do seu sorriso largo, de seus vestidos brancos, de seus pés descalços dançando na praia… “O mar serenou quando ela pisou na areia / Quem samba na beira do mar é sereia”. Que falta ela nos faz!

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