Aplicativo de música alerta para velocidade no trânsito

Speed-O-Track auxilia motoristas de forma inusitada (Foto: Divulgação)

O aplicativo Speed-O-Track auxilia o motorista a respeitar os limites de velocidade das ruas e rodovias, de forma bastante inusitada. Em vez de avisos sonoros, a própria música ouvida pelo condutor irá ajudá-lo a adotar um comportamento seguro ao volante.

Ao fazer o login no Spotify, o app acessa todas as playlists da conta conectada e usa os dados do Google Maps para identificar a velocidade máxima permitida no local transitado. Quando o limite é ultrapassado, a canção que está tocando no momento acelera e só volta ao ritmo normal quando o veículo estiver dentro da velocidade permitida.

O app, disponível gratuitamente para Android e iOS, funcionará apenas para assinantes Premium do Spotify. A tecnologia inédita envolve um mashup entre geolocalização, reverse geocoding, streaming e processamento de áudio. Esse cruzamento de dados do API (Application Programming Interface) do Google Maps com a playlist do usuário no Spotfy aproveita um hábito frequente das pessoas – ouvir música enquanto dirigem –, possibilitando, assim, a criação de um alerta diferenciado e melhor percebido pelo condutor.

Brasil entre os recordistas de mortes no trânsito

Relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que o excesso de velocidade pelos motoristas é um dos principais fatores das mortes de 1,3 milhão de pessoas em acidentes de trânsito a cada ano no mundo, enquanto que a quantidade de feridos chega a 50 milhões. No panorama mundial, o Brasil ocupa o quinto lugar entre os recordistas em mortes no trânsito, atrás apenas da Índia, China, Estados Unidos e Rússia.

Um estudo recente da Arteris, empresa responsável pelo desenvolvimento do Speed-O-Track, identificou que, no Brasil, o trânsito tira mais de 40 mil vidas por ano, o que corresponde a uma taxa superior a 22 óbitos por grupo de 100 mil habitantes, acima da média das Américas (15,9 por 100 mil habitantes), dos países de média e baixa renda (20,1 e 18,3 por 100 mil habitantes, respectivamente) e mais que o dobro dos países de alta renda (8,7 por 100 mil habitantes).

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