Sincretismo musical que vem do Recife

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Vitor Araújo apresenta o disco duplo Levaguiã Terê (Foto: Divulgação)

O pianista e compositor recifense Vitor Araújo começou erudito, aproximou-se da MPB, inclusive como integrante do Seu Chico, grupo cover de Chico Buarque, e, no disco A/B (2012), exercitou suas influências e arquitetou experiências ao lado de nomes como Yuri Queiroga, Rivotril, Macaco Bong e o trompetista Guizado. Um álbum complexo, introspectivo, mas com atitudes rocknroll. Não é o caso de Levaguiã Terê, novíssimo trabalho (um disco duplo) de Araújo disponível para streaming, em que o artista trabalha musicalmente com a ideia de sincretismo entre o indígena, o africano e o europeu.

Levaguiã Terê é um pássaro de uma lenda indígena. A ave vivia abrigada na memória de um guia místico do Vale Catimbau, no Agreste, quase Sertão pernambucano. “Não sei que nível de sincretismo há na história que o guia me contou. Não consegui achar o nome do pássaro na literatura, mas, estudando os mitos do candomblé, vi uma história de Oduduá e Oxalá muito parecida com a do Levaguiã Terê”, disse Vitor Araújo ao Jornal do Commercio.

Apesar do método composicional erudito aplicado na produção de Levaguiã Terê, Araújo explica que seu novo disco está longe da erudição. “Não acho que seja música para concerto. O trabalho é uma peça longa, dividida entre Toques (as seis primeiras músicas) e Cantos (as outras seis). A primeira parte dialoga com a segunda.”

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