Pra você esquecer que existe funk carioca

Mike Muir, vocalista do Infectious Grooves

Mike Muir, vocalista do Infectious Grooves

Funk é uma palavra que acabou sendo demonizada no Brasil, por motivos óbvios. Funk carioca é o lixo do lixo da atual cultura pop nacional. E o mais injusto nisso tudo é que o termo funk perdeu o seu real sentido, de um estilo musical muito legal que começou lá com James Brown e sua turminha. Mas não, eu não me considero um purista em matéria de música. Gosto da mistura, se for pra melhorar. Pra mim, a combinação mais perfeita do funk feita até hoje foi com o rock mais pesado, formando um estilo que ficou conhecido como funk metal. O melhor exemplo disso, sem sombra de dúvida, é uma banda que arrebentou tudo na década de 90. Sim, tô falando dos californianos do Infectious Grooves. Integrantes do Suicidal Tendencies se juntaram a músicos de outras bandas como Excel e Jane’s Addiction. Aí misturaram suingue, peso e muito bom humor, tudo na medida certa, e fizeram um baita trabalho, que até hoje serve de referência quando se fala em som dos anos 90. Recomendo o álbum Groove Family Cyco (1994), que conta com o clássico Violent & Funky.

Então você já sabe, quando ouvir falar em funk, evite esse transgênico carioca, que treme nas cheveteras que rodam pela sua cidade e faz mal aos seus ouvidos. Prefira a originalidade do Infectious Grooves.

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