The Wall, o documentário

Roger Waters - Tour 2010O documentário Roger Waters: The Wall retrata a turnê realizada pelo antigo integrante do Pink Floyd ao longo de três anos, entre 2010 e 2013, na qual ele executava o disco The Wall (1980), na íntegra. Waters e o diretor criativo da turnê, Sean Evans, assinam o longa, cuja sinopse o define como uma “experiência visceral”.

“Desde que The Wall foi lançado, ele tornou-se um dos discos de rock mais clássicos de todos os tempos”, diz Piers Handling, diretor do Festival Internacional de Cinema de Toronto, também conhecido como TIFF, onde foi apresentada a premiére do documentário, na abertura do evento em 4 de setembro. “A popularidade e a mensagem [do álbum] continua até hoje. Profundamente afetado pela morte do pai e do avô em duas guerras mundiais, Roger Waters elaborou a ideia de derrubar os muros que nos levam aos desentendimentos e aos conflitos. O filme permite que o músico explore o que The Wall ainda significa para ele, enquanto mostra para milhares de fãs e revisita lugares marcantes para o artista durante o ano do 100º aniversário da Primeira Guerra Mundial”, completa.

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Turnê

Waters levou toda a produção gigantesca da turnê The Wall para estádios ao redor do mundo, inclusive no Brasil. Foram 219 performances e uma arrecadação muitíssimo bem sucedida de US$ 458 milhões. “Eu não consigo superar essa turnê”, disse o músico à revista Rolling Stone americana em novembro do ano passado. “Primeiro de tudo, eu preciso aceitar o fato de que não vou viver para sempre. E você precisa aceitar isso quando se faz algo tão grande como esta turnê.”

Disco solo

Atualmente, Waters está trabalhando no primeiro disco de rock solo desde Amused to Death, lançado em 1992. A última informação divulgada sobre o álbum é que ele teria 55 minutos de duração e elementos teatrais. “´[O disco] tem personagens que falam uns com os outros”, disse ele. “Trata de um homem velho e um homem jovem tentando entender por qual motivo as pessoas estão matando crianças”.

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Uma resposta para “The Wall, o documentário

  1. Olha, eu não sei se o Waters não consegue superar “The Wall”, ou se ele não consegue ficar sem ouvir o tilintar do “Money” entrando na caixa registradora (afinal, US$ 458 milhões de faturamento corrompem qualquer um, e Waters é um ser humano como qualquer outro). Sou um grande fã do Pink Floyd, tenho todos os álbuns (inclusive o controverso “The Endless River”), e reconheço que “The Wall”, enquanto conceito, é um produto da cabeça de Waters… mas seria o mesmo disco sem a guitarra e a voz de Gilmour? Ali ainda vejo uma banda animada com o que tinham nas mãos, ainda que fosse tudo (ou quase) de autoria do Rogério Águas e que o clima fosse tenso, pesado. Essa crença no potencial do material se reflete no disco, que tem atuações maravilhosas dos quatro. São canções do Waters, mas é um disco do Pink Floyd (já não dá para dizer o mesmo com veemência com relação a “The Final Cut”). Todavia, vejo que, ao longo dos anos, Waters vem tentando riscar “simbolicamente” o nome Pink Floyd do muro: “Ok, a corte diz que ELES são o Pink Floyd, então EU sou ‘The Wall’ e ponto final”. A turnê solo, na qual ele fez o “upgrade” da tour de 1980, já tinha sido um modo de fazer isso. E esse documentário sobre ESSA turnê (em vez de um sobre o álbum/turnê do/com Pink Floyd, por exemplo) para mim é outro esforço para tentar jogar no limbo as participações originais de Gilmour-Mason-Wright.

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