Glen Hansard em Sampa

Márcio Adamy, de São Paulo

Glen HansardQuando surgiu a ideia de escrever sobre o show do Eddie Vedder, com abertura do Glen Hansard, no Brasil, logo me passou muitas coisas na cabeça. Então, achei interessante escrever uma introdução, antes de falar deste grande espetáculo. Logo que saiu a notícia sobre a turnê de Vedder no Brasil, já fiquei antenado com as datas e tudo mais. Comuniquei meu primo (grande fã de Pearl Jam) da minha intenção em ir ao show e na mesma hora ele já confirmou a parceria. Comprei ingressos e passagens aéreas dois meses antes do evento e ficamos aguardando a data chegar. A ansiedade bateu mesmo no dia do show, correria pra organizar nossas agendas de trabalho, programar a ida ao aeroporto, etc. Viajamos sete horas antes do show, e do momento do embarque até o início da apresentação, a expectativa só aumentava.

Ficamos fazendo tempo por São Paulo até duas horas e meia antes do show. Pegamos um táxi e fomos ao Citibank Hall, onde ocorreria o evento, com direito a “sustos” pelo trânsito complicado de São Paulo, com destaque para as loucuras dos motociclistas, que andam direto no meio dos carros, buzinando o tempo todo. Ainda comentamos que até chegar ao show, veríamos algum acidente com motos tamanho o perigo e risco que esse “caras” se submetem. Cerca de trinta minutos depois estávamos chegando. Ainda não havia aberto o teatro, então aguardamos alguns poucos minutos, tempo suficiente pra encontrar alguns conhecidos na multidão.

Mas, vamos ao que realmente importa, que são os shows. Vou dar aqui meu relato sobre o que eu achei e senti do show do Glen Hansard. O parecer do show do Eddie Vedder deixo a cargo do meu grande primo Sandro Loeblein, que vai estar escrevendo sobre isto.

Pontualmente, às 20h30 do dia 8 de maio, como prometia o ingresso, entra pelo lado direito do palco, já com o violão a tira colo, o irlandês Glen Hansard. Eu como grande fã desse cara, naquele momento já começava a ficar um tanto quanto emocionado. Após ele cumprimentar a plateia (um tanto quanto vazia até este momento), começa a tocar um clássico, When your mind’s Made Up, música da trilha do filme Once, que rendeu a Hansard e Marketa Irglova o Oscar de Melhor Canção Original, em 2008. A potência na voz, a intensidade com que ele toca o violão (conseguiu arrebentar um par de cordas ao longo do show) são realmente de surpreender, é uma daquelas coisas que somente ao vivo tu consegue sentir. Não tem como explicar ou entender sem estar ali, na plateia, assistindo a performance do artista.

Ele agradece a cada música tocada, se surpreende com o conhecimento do público que incessantemente pede músicas e participa do show a sua maneira, ora a berros e hurros, ora a palmas e cantos.

A turnê de Eddie Vedder no Brasil contou com cinco shows, três em São Paulo e dois no Rio de Janeiro. Fomos no terceiro show na capital paulista. Está informação eu postei só para vocês entenderem o que irei escrever agora. Logo após o início da apresentação, Glen Hansard agradece ao fato do público ter chegado cedo e consequentemente poder prestigiar o show dele. Pelo que li dos shows anteriores, parece que no primeira apresentação o público chegou mais tarde e acabou perdendo o show de abertura.

Realmente, até a metade do show de abertura acredito que só metade do teatro estava tomado. Uma pena, pois quem se atrasou ou preferiu ficar do lado de fora esperando pelo prato principal, perdeu uma belíssima apresentação. Arrisco a dizer, perdeu uma aula de como se deve fazer as coisas. O carisma, a atitude, o talento do irlândes Glen Hansard chega a transbordar, de tanta é a paixão pela música e pela profissão de músico que ele tem. Todo esse sentimento está presente em todas as músicas tocadas em pouco mais de 30 minutos de sua apresentação.

Glen Hansard é um showman, se comunicou com a plateia, atendeu a pedidos e até comentou que os três dias que esteve em São Paulo perdeu bastante tempo dentro do carro se deslocando. Falou inclusive sobre seu temor que a qualquer momento veria um motociclista morrer de tão loucos que eram de andar daquele jeito, o que até fez ele compor uma música para esta situação, momento de total descontração do show.

As lições que ficam deste show de abertura são as mais variadas possíveis:

  • O carisma e talento de um artista que não se importou em tocar por pouco tempo e de socializar com a plateia, conversando e interagindo, perdendo assim tempo para divulgar seu trabalho tocando mais músicas, resultado: ganhou o publico;
  • Não importa se é só tu ou uma banda de 10 pessoas, sobe lá e faz direito;

  • A coragem do Eddie Vedder de ter um show de abertura fodástico, o que só aumentou a expectativa pelo que viria ser a apresentação dele;

  • O gostinho de quero mais… próxima meta é ver uma apresentação completa do senhor Glen Hansard.

Para nossa sorte Glen voltou algumas vezes para participar do show do Eddie Vedder, hora tocando contrabaixo, hora fazendo backing e até mesmo sendo a principal atração em uma música na apresentação de Vedder, mas isto deixo para o meu querido Sandro Loeblein comentar para vocês.

Abaixo está o setlist do que o Glen Hansard tocou, talvez esteja faltando algo ou a ordem não seja exatamente está, sitam-se a vontade para corrigir e acrescentar algo.

When your mind’s made up
Astral Weeks
Love don’t leave me waiting
What happens when the Heart just stops
Leave
This Gift

Parecer sobre a organização e o local: Citibank Hall, praticamente perfeito, som excelente, organizado e limpo, fácil acesso… valeu o investimento.

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Uma resposta para “Glen Hansard em Sampa

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