Picnic no Front: “Um pé no ruído e outro na bossa nova”

O ano de 2013 foi marcado por muitos lançamentos fonográficos interessantes, estão aí David Bowie, Arcade Fire e Pearl Jam que não nos deixam mentir. Em meio a essas novidades surgia a banda indie pop alternativa Picnic no Front, que lançava, logo de cara o EP E daí se o mundo acabou?. “De todas as direções apontadas pelo extended, queremos seguir a que nos aproximar mais desse pop de rádio anos 70. Uma coisa meio Antena 1, com um pé no ruído e outro na bossa nova de elevador”, conta o vocalista e guitarrista Vinícius Cabral.

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Cabral: “Ironia é uma arma importante pra nós”

A ludicidade e ironia se unem nas composições da Picnic no Front. Dessa fusão nasceu o nome do quarteto baseado em Belo Horizonte/MG. “Picnic é lúdico, happening, flash mob, diversão, enquanto que Front é um espaço de crise, guerra, conflito armado. O nome é meio que uma junção dessas duas coisas. A leveza do picnic, em contraste com a agressividade do front. A gente queria que fosse um nome contemporâneo e crítico, mas sem perder o humor. A ironia é uma arma importante pra nós”, observa o vocalista que tem como companheiros de banda Christian Bravo (sintetizadores/sampler), Miguel Javaral (baixo) e Eduardo Hargreaves (bateria).

Sobre o gênero da Picnic no Front, Vinícius faz questão de frisar que a banda é indie pop alternativa. “Já classificaram nosso som como shoegaze e dream pop, mas a gente não gosta”, observa o guitarrista. Vinícius conta que todas as composições são próprias e a união do quarteto na hora de compor tem feito com que o som do grupo amadureça. “Todos da banda compõem. Geralmente, a tarefa de compor melodias fica comigo ou com o Miguel, enquanto todos arranjam e trabalham nas letras”, salienta.

Entre as referências para a Picnic no Front estão Stereolab, Can, Burt Bacharach, Todd Rundgreen e nomes mais contemporâneos como Animal Collective e Grizzly Bear.

Em 2014 a banda pretende lançar, pelo menos, dois singles e vários clipes, de estúdio e de shows. “O plano é circular mais, com shows em outras praças a partir do segundo semestre do ano”, finaliza Vinicius.

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